terça-feira, 27 de agosto de 2013

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"Não tenho mais nem lágrima para chorar", diz pai de desaparecido em desabamento na zona leste

Vítima trabalhava no almoxarifado; família está no local procurando por operário.Familiares dos operários que trabalhavam no prédio que desabou na manhã desta terça-feira (27) foram até o local em busca dos parentes. Entre ele, Francisco Filho. Ele é pai de Felipe Pereira dos Santos, 20 anos, que trabalhava no almoxarifado da obra e ainda não foi localizado. — A família está toda aqui. Está todo mundo abalado, todo mundo desesperado. Não tenho mais nem lágrima para chorar. O irmão do desaparecido também estava no local e, durante a tarde, tentava mostrar para os bombeiros o local onde ficava o almoxarifado.Por volta das 17h, o Corpo de Bombeiros retirou o quarto corpo dos escombros. Duas vítimas continuavam desaparecidas no horário. Os bombeiros dizem que seis pessoas morreram no acidente. A Defesa Civil informou que 26 pessoas haviam sido socorridas até o horário. De acordo com a prefeitura, quatro famílias que moram próximas precisaram sair de casa. Outros dois imóveis comerciais tiveram que ser interditados. No prédio, que estava em construção, iria funcionar a loja de departamento Torra Torra. Mas segundo informações da administração do estabelecimento, o prédio era locado e a empresa ainda aguardava o término das obras para realizar uma sondagem e analisar se o prédio estava apto para o funcionamento do estabelecimento. A notícia do desabafamento mobilizou integrantes da Força Jovem Universal. Cerca de 60 voluntários de várias regiões da cidade foram até o local do acidente, com a finalidade de oferecer suporte às equipes de resgate, levando alimentos e água, conforme explica um dos coordenadores do trabalho, o pastor Maurício Ferreira, 31 anos. — A noite vamos voltar para trazer sopa quente para eles. Ele explica que a igreja, localizada na mesma avenida, está servindo como base de apoio. O também pastor Jeyson Luis Maciel, 27, conta que jovens de várias regiões foram mobilizados. Ele contou que viu o desabamento pela televisão e que os jovens fizeram um trabalho parecido em um incêndio na Mooca.



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